fabricioIA

Sobre

Meu nome é Fabricio Costa. Sou engenheiro de software há cerca de vinte anos e passo os dias colocando inteligência artificial para fazer trabalho de verdade — o tipo que roda sozinho de madrugada e acorda alguém quando quebra. O FabricioIA é onde eu conto o que funciona, o que quebra e por quê, segundo a minha visão.

Quem sou

Minha rotina profissional é banco de dados, integração e o código que sustenta operação — sistemas em que uma consulta lenta vira telefone tocando e um erro de arredondamento vira reunião. Trabalhei a maior parte desse tempo com sistemas que atendem pessoas que depende deles para trabalhar: omnichannel, gestão de chamados, controle operacional, telefonia com Asterisk, relatório que fecha o mês.

Por que criei o FabricioIA

Foi vindo daí que a inteligência artificial me interessou, e não pelo lado que costuma aparecer em vídeo. A pergunta que eu levo para cada modelo novo é a de sempre, a mesma que eu faria a qualquer biblioteca: isso aguenta produção? O que acontece quando a entrada vem suja, quando a API devolve 500 no meio da madrugada, quando o texto volta em um formato que o código não esperava, quando a conta chega no fim do mês?

O que você não vai achar aqui: promessa de renda, curso disfarçado de matéria, ferramenta recomendada porque me pagaram — nunca me pagaram — e notícia requentada de lançamento. Quando escrevo sobre uma ferramenta é porque ela passou por alguma coisa minha.

Como eu trabalho com IA

Hoje eu construo e opero agentes de IA — programas que recebem uma tarefa, usam ferramentas de verdade e devolvem trabalho pronto. Alguns são meus e rodam para mim; outros foram feitos para quem me contratou. É desse banco de teste que sai quase tudo que você lê aqui.

Como as matérias são feitas

Uma matéria daqui nasce de um problema que eu tive. O caminho é sempre o mesmo: eu testo, anoto o que aconteceu — inclusive o que deu errado — e só então escrevo. Número que aparece no texto é número que eu medi ou que veio de fonte citada no próprio texto; quando é estimativa, está escrito que é estimativa.

Uso inteligência artificial para trabalhar, e seria estranho esconder isso num blog sobre IA: ela me ajuda a levantar material, revisar e organizar rascunho. O que ela não faz é decidir o que vai ser dito. A apuração, a experiência relatada, os exemplos e a revisão final são meus, e a responsabilidade pelo que está publicado é minha — sem exceção. Se algo aqui estiver errado, eu corrijo a matéria e registro a correção nela.

O que você encontra aqui

Um blog sobre inteligência artificial aplicada, escrito para quem constrói com ela ou vai decidir sobre ela. Os assuntos giram em cinco eixos:

  • Agentes — como montar, o que dar de ferramenta, onde eles erram e o que fazer com um agente em produção.
  • Modelos e ferramentas — qual usar para quê, o que muda de um para o outro na prática e quanto custa de verdade.
  • Fundamentos — o vocabulário do assunto explicado sem mistificação, para a conversa sobre decisão não travar no jargão.
  • Carreira e ofício — o que muda no trabalho de quem programa, e o que continua valendo exatamente como antes.
  • Negócios e riscos — o que empresas acertam e erram ao adotar IA, e os riscos que só aparecem depois.

Quem sou fora da tecnologia

Antes do teclado de computador vieram outros. Fui músico por mais de dez anos na juventude, tocando em bandas — ensaio no fim de semana, equipamento subindo escada, palco pequeno. Sou multi-instrumentista mais por curiosidade que por virtuosismo: baixo, guitarra, violão, piano, teclado, bateria, cajón, ukulele, viola caipira e flauta. Agora estou começando no acordeão, que me devolveu com juros a sensação de ser iniciante em alguma coisa.

Meu chão é o rock progressivo — música que só se entrega depois da terceira audição, feita de estrutura, tempo estranho e paciência. De uns anos para cá tenho andado atrás de música raiz de outros povos: chinesa, japonesa, turca, árabe, nativo-americana, andina e, principalmente, indiana. Cada uma dessas tradições resolve as mesmas perguntas — escala, ritmo, tensão, repouso — por um caminho que a minha não usa, e ouvir isso ensina o mesmo que ler o código de outra pessoa: quase nunca existe um só jeito certo.

Numa fase difícil da minha vida comecei a fazer flautas de bambu, e foi isso que me segurou naqueles meses: cortar o tubo, achar a afinação, abrir furo por furo, corrigir na lima e ouvir de novo. Fiz dezenas delas e presenteei quase todas para quem vinha me visitar. Saíram quena, bansuri e pífano, mas a que eu mais gostei de fazer — e de tocar — foi a NAF, a flauta nativo-americana: som simples, escala que perdoa e a impressão de que o instrumento respira junto com quem sopra.

Hoje sou músico católico: toco e canto na missa, e é dessa música que cuido com mais gosto agora — ensaio, repertório, gente que canta junto. O que a gente faz está no canal Nossa Missa, no YouTube.

Coleciono relógios — passei de cinquenta peças, quase todas mecânicas ou de linhagem japonesa: Seiko, Orient, Citizen, Technos e um punhado de outras marcas que foram aparecendo pelo caminho. Tenho exemplares da Orient dos anos 70 ainda funcionando, o que é o ponto todo da graça: um objeto montado meio século atrás, sem uma linha de código dentro, que segue fazendo o trabalho dele todo dia. Engenharia que dura é um assunto que me interessa em qualquer escala.

Fabricio Costa, engenheiro de software e autor do blog FabricioIA
Quem escreve aqui
Fabricio Costa palestrando sobre agentes de inteligência artificial, com um cenário de agente projetado na tela
Palestra sobre agentes de IA
Fabricio Costa no palco de um auditório, apresentando um sistema projetado em tela grande
No palco, sistema na tela
Fabricio Costa com um colega de equipe na sala de desenvolvimento
Time, sala de desenvolvimento
Fabricio Costa no escritório, entre as mesas da equipe de tecnologia
Dia de trabalho
Fabricio Costa tocando piano, de costas para a sala
Piano — o instrumento de sempre
Fabricio Costa ao piano, olhando para a câmera durante o ensaio
Ensaio
Fabricio Costa tocando violão na igreja, diante dos microfones
Violão, antes da missa

Meus canais no YouTube

Duas frentes da minha música moram no YouTube. A Nossa Missa é o que cantamos e tocamos na missa, gravado do jeito que acontece. O canal pessoal é onde vai parar o que eu ensaio em casa — viola caipira, violão, flauta. Os vídeos abaixo tocam aqui mesmo.

Pão e vinho te apresentamos nesse altar
Pão e vinho te apresentamos nesse altar@nossamissa
Asa branca na viola caipira
Asa branca na viola caipira@FabricioJFC

O resto do domínio

O blog é a porta deste endereço, mas não é a única coisa que mora nele. Aqui também ficam ferramentas pequenas que nasceram de um incômodo meu no meio do trabalho, sistemas que atendem gente de verdade e jogos que fiz por gosto — todos no ar, com endereço e tudo. A lista completa está em Projetos.

Antes daqui existiu outro endereço meu, e ele continua de pé: o site antigo guarda o que eu publicava antes deste blog.

Falar comigo

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